Em um tempo em que um dos debates mais relevantes no país gira em torno do combate a todo tipo de discriminação, ler o cortiço é acompanhar como Aluísio Azevedo retrata, e ao mesmo denuncia, as mazelas do Rio de Janeiro, no momento em que, simultaneamente, se acentua o crescimento urbano, surge uma nova burguesia e parcelas expressivas da população são marginalizadas.
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A vida do irrequieto Aluísio Gonçalves de Azevedo reflete o período de mudanças na sociedade em que viveu. O escritor nasceu em São Luís (MA), em 14 de abril de 1857, e morreu em Buenos Aires (Argentina), em 21 de janeiro de 1913. Foi funcionário público, jornalista, professor, teatrólogo, caricaturista, cenógrafo, romancista e até arriscou a poesia. Na carreira diplomática, serviu como cônsul na Espanha, no Japão e, finalmente, na Argentina, onde faleceu. Como jornalista, trabalhou nos jornais Pacotilha e Pensador, ambos do Maranhão. As suas caricaturas saíam no Fígaro e O Mequetrefe. É considerado um dos pioneiros da literatura naturalista no Brasil e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a Cadeira número 4, cujo patrono é Basílio da Gama.